segunda-feira, 14 de novembro de 2011

E ali, dentro daquele instante ainda pensei: Por quanto tempo? Quantas bocas serão inevitáveis para calar minha pele? Ali, dentro/fora da varanda enluarada, a brisa divisando o tempo: Vai...
E eu duvidei. Num despautério sem fim não parei e... não findei.  
Por quanto tempo ainda? O vermelho no peito, as escadarias mais coloridas que esses olhos! Na verdade, não. Não são tão coloridos assim: são olhos imprecisos, perdidos num lugar qualquer entre o vão da porta. Lugar esse que não visito, que não tomo parte e talvez nem queira tomar. Para que forjar um sentido? Em verdade, com os olhos (agora os meus!) fechados e as mãos à procura, aflita, tive certeza de ti. Daquelas certezas que escorrem até os pés! Eu procurava era por ti! E assim, eu quase te amava! Assim, eu quase te amo! Quase penso que será pra sempre tu e eu! Por quanto tempo ainda? A tua boca que me encontra com a delicadeza de ave pousando... As tuas mãos fazendo de meu corpo  bela canção... Eu quero o teu timbre, os teus ais...
 Nada mais significa amor quando você não está!

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