sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Impreciso como as rugas envolvendo meus olhos... o tempo! Vai girando uma roda de bicicleta e soprando os pés. Olhos e pés: parecem tão distantes dentro desse universo do que sou! Um anjo menino atira sua flecha e... pneu no chão. Tempo! Ele caminha por chão batido, deserto, talvez colorindo de amarelo o pólen na estrada. (E as estradas não caminhadas são alívio para o coração que dói!) Somos, a estrada e eu, um para o outro, o primeiro e infinito amor! Meus olhos, meus pés e a estrada: um inebriante triângulo amoroso regido pelo tempo! Meus pés vão, minha alma acompanha. Às vezes o contrário acontece. Às vezes nem mesmo sei...

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