domingo, 22 de junho de 2014

No peito abriu-se um buraco. Do outro lado do peito que se abriu um buraco podia-se ver tudo o que antes era impossível. A luz era tão grande do outro lado do peito que se abriu um buraco, era um clarão tão grande que quase cegou os olhos de Ela. Ela nunca tinha visto uma luz tão forte. Tudo era claro. Era o Óbvio. O Óbvio só poderia ser visto tão claramente ali, do outro lado do peito que se abriu um buraco. Do lado de cá não dava pra ver, a falta de profundidade não permitia. O Óbvio era óbvio: podia-se vê-lo, entendê-lo e senti-lo de uma vez só. Absorvido de uma vez só,como substância. Era grande o Óbvio. Ela que era acostumada com o lado de cá demorou a acostumar-se com a nova visão. Mas manteve-se firme. Ficou parada observando um ser nunca antes visto. Ficou pasmada e intranquila. O Óbvio aos poucos caminhou em sua direção, em passos certos... e óbvios. Invadiu Ela. Ela mergulhou num profundo abismo desconhecido. E Ela teve dúvidas do que via. o Óbvio trazia dúvidas!

De escritos antigos e óbvios
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